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| Antes (12/07/2011) |
O DIA DA CIRURGIA
OS 15 DIAS APÓS A CIRURGIA
AS PEQUENAS VITÓRIAS
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| 1 mês depois (13/08/2011) |
Por Gabi Borba
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| 1 mês depois (13/08/2011) |
Um estudo realizado pelo Hospital do Coração em São Paulo (Hcor) nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro com 600 pessoas mostrou que 81% dos entrevistados afirmam que a obesidade interfere na ascensão profissional e 78% acreditam que o excesso de peso dificulta o casamento.
Desenvolvida pelo HCor em parceria com o Instituto de Metabolismo e Nutrição (IMeN), a pesquisa, realizada em abril deste ano, avaliou a opinião de pessoas entre 18 e 60 anos sobre o perfil do obeso no Brasil. No levantamento, foram analisados classe social, estado civil, nível de instrução, sexo e faixa etária dos entrevistados.
Dos 600 entrevistados, 81% acreditam que o excesso de peso interfere no sucesso profissional. De acordo com o levantamento, a opinião é mais significativa na classe C (83%). Já na classe B, 80% afirmam tal situação, contra 60% na classe A. Essa porcentagem é relativa ao número de pessoas que representam cada classe social dentro da pesquisa.
De acordo com o coordenador da pesquisa, o médico Daniel Magnoni, outro fator preponderante identificado pelo estudo é a opinião dos entrevistados sobre o casamento com um obeso. Entre os entrevistados, 78% acreditam que o excesso de peso interfere nas relações matrimoniais.
A pesquisa apontou que 50% das pessoas entrevistadas não se casariam com um obeso. Já 54% dos entrevistados do sexo masculino afirmaram não ter interesse em construir uma relação matrimonial com pessoas acima do peso, enquanto para o sexo feminino essa conclusão é um pouco menor (em torno de 46%). No que diz respeito às classes sociais o número é maior, pois 66% da classe A não assumiriam a união, contra 44% da classe B e 51% da classe C.
Além das barreiras físicas que comprometem ações sociais, profissionais e afetivas dos obesos existem aquelas ligadas à mobilidade e locomoção, como é o caso da escolha de um transporte público que atenda às necessidades dessa população, de roteiros de viagens e prática de atividades físicas diferenciadas para pessoas com excesso de peso.
Já sobre tratamento e prevenção, os métodos convencionais mais utilizados e conhecidos pela população em geral foram os mais identificados pela amostra da pesquisa. Como melhor forma de conhecer e buscar tratamento para a obesidade, 40% dos entrevistados afirmaram obter informações por meio de nutricionistas. Médicos somaram 31% e os veículos de comunicação, 24%. Para perder peso, o exercício físico saiu na frente, com 58%, contra 41% de tratamentos a base de dieta, medicação e cirurgias.
Entre os alimentos mais citados relacionados à obesidade apareceram as frituras com 33%, massas, pães e bolos com 27% e o açúcar com 23%.
( Retirado do Yahoo! Notícias )
Do “suposto” papel de vítima muitas vezes criamos tanta pena de nós mesmos que chegamos ao ponto de discriminar nossos semelhantes. É o velho ditado popular “Faça o que eu digo, mas não o que eu faço!”. Se vocês querem ser notados(as) pelo seu interior, se querem que o Bullying, o preconceito e a discriminação por não apresentar uma “imagem saudável” termine, você deve começar a modificar suas atitudes também, por que só reclamar dos outros não vai te levar a canto nenhum. Noel Gallagher, vocalista de Oasis, uma vez disse “So I start a revolution from my bed” (“Então eu começo uma revolução a partir da minha cama”), e é isso que eu sugiro. Se você quer mudar o mundo, mude o SEU mundo, sua forma de pensar e agir, para que suas atitudes sirvam de exemplo para os outros.
A imagem da divulgação é essa. Não tenho palavras para expressar a minha repugnância por este ato sádico e humilhante que as garotas da UNESP foram obrigadas a passar.
Explicando melhor o que é o “Rodeio das Gordas”, durante os jogos universitários da UNESP as jovens eram abordadas por garotos que demonstravam um tipo de interesse como no início de uma “paquera”, de repente as vítimas eram atacadas, agarradas e “montadas”, enquanto isso o grupo de amigos do agressor cronometrava o tempo em que o rapaz ficava “montado” na gordinha, quem passou mais tempo “montado na gorda” ganha prêmios (provavelmente o prêmio de “Minha Mãe me Ignorou na Infância”).
Vasculhando na internet achei um site de vendas de camisetas que faz parceria com a molecagem dos rapazes da UNESP “Camisas do vaqueiro T da paródia para vaqueiros grandes. Estas camisas engraçadas do vaqueiro T do rodeio da paródia igualmente caracterizam um anti tema gordo das mulheres. O humor sexual nestas camisas grandes do galo T é limitado para ofender geralmente raparigas gordas, meninas gordas e pássaros gordos. Se você quer um anti presente gordo engraçado para seu amigo grande do vaqueiro este Natal estes são eles. R$35,60 por camiseta”
Acho que com isso vocês podem entender o motivo da minha revolta. Nesse momento eu pergunto aonde foi parar o ato de respeito? E não consigo receber uma resposta digna para minha pergunta.
Poucos meses se passaram desde a balburdia criada na UNIBAN por causa do micro vestido rosa-choque que Geyse Arruda vestiu para ir à universidade e essa semana nos encontramos com uma situação de um nível semelhante ou pior. Vou parar de citar casos aqui, pois em minha mente só consigo ligar os estudantes universitários aos atos de sadismo, desrespeito e humilhação alheia.
Vocês hão de concordar comigo que o bullying sofrido é de uma gravidade sem tamanho, mas o que assusta mais é saber que os indivíduos que participaram do movimento com o sub-título de “brincadeira” eram integrantes do sistema de ensino superior. Graduandos, futuros mestres, doutores e pós-doutores, sem escrúpulos ou caráter essas pessoas, junto comigo e com outros que se opõem as tais barbáries, farão parte da Sociedade Acadêmica Brasileira.
Agora, como futura historiadora e aspirante a jornalista, sinto nojo do que se tornou o sinônimo dos alunos de ensino superior. Antes se tinha orgulho em fazer parte de um grupo que ia as ruas lutar pelos direitos do povo, de um grupo que tinha toda uma bagagem de movimentos em prol de um bem maior, me envergonho em saber que a noção do certo/errado dos universitários brasileiros decaiu. O que antes era para um bem maior, agora é para a diversão de poucos. Diversão essa às custas de um grupo restrito, sempre. Quando não é por serem calouros, é por causa de sua etnia ou por causa de determinado modo de vestir-se e agora por causa do seu peso.
O desafio de ser um adulto saudável, com o coração em ordem, começa cedo. É na infância, na adolescência. Um estudo está sendo feito na Universidade de Pernambuco para ajudar quem quer perder peso e identificar o efeito dos exercícios físicos no corpo dos adolescentes. Jovens, entre 12 e 19 anos, se inscreveram como voluntários desse trabalho.
Durante seis meses os 40 adolescentes serão acompanhados por médicos, psicólogos, nutricionistas e
professores de educação física. Vão passar por uma bateria de exames. “Nessa colheita de sangue se avalia a carga do exercício e como esse individuo responde”, disse o médico Moacir Novaes (foto 2).
Na primeira aula de nutrição, uma conversa sobre os objetivos dos encontros. “A gente vai dar informações de alimentação saudáveis. No final de 12 semanas, analisar alguma mudança positiva”, contou a nutricionista da UPE, Roberta Costa (foto 3). ![]()
Augusto da Fonseca Costa, 14 anos, confessou um hábito não muito saudável. “Tomo muito refrigerante, principalmente quando como biscoito”.
Um dos objetivos da orientação psicológica é fazer com que os adolescentes não transfiram as emoções para a comida. Ou seja, evitar que o alimento sirva apenas para compensar momentos de tristeza ou ansiedade.
Na orientação de atividades físicas, eles serão divididos em dois grupos: um deles vai treinar em alta intensidade, para atingir até 170 batimentos cardíacos por minuto. Outro grupo vai treinar em baixa intensidade, para chegar a 120 batimentos por minuto. ![]()
“Quando falamos de exercício planejado, queremos ver a eficácia. Pode ser que eu não goste, mas que seja o melhor. Vamos ver para cada um desses adolescentes o que é o mais recomendado”, explicou o coordenador do projeto, Wagner Prado (foto 4).
Depois de tentar várias dietas por conta própria, a estudante Dayane de Souza (foto 5) espera bons resultados
no acompanhamento multidisciplinar. “Espero perder 30 quilos. Vou continuar mesmo quando acabar”, afirmou.
Para cuidar da saúde, e evitar a obesidade na infância, é preciso ter alguns cuidados. “O ideal seria uma prevenção, desde criança. A introdução dos novos alimentos de forma adequada. A obesidade está associada a vários fatores de risco, como problemas de coluna, baixa auto-estima no adolescente. Os pais obesos devem ter cuidado porque a
predisposição genética já é alarmante”, disse a médica do Imip, Fernanda Montenegro (foto 6). A médica contou que desde a década de 1980 o número de crianças e adolescentes obesos vem aumentando. “É como se fosse uma epidemia da obesidade. Ela está relacionada com o hábito de vida inadequado, sedentarismo. Também há a questão genética”, finalizou.
[ Este texto foi retirado daqui ]
Compartilho com vocês a reportagem que foi ao ar no dia 04/10/10 pelo NETV, acima reproduzi a matéria que foi publicada no site da emissora.